George Washington Carver

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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O esoterismo e a Copa na África

Feng shui explica derrota do Brasil e confira os místicos que acertaram os prognósticos para o Mundial de 2010


O futebol vai além da vã filosofia... (Flickr/magro_kr)
A essa altura, você já deve ter ouvido todo tipo de explicação tática, técnica, motivacional, psicológica etc. e tal sobre a derrota da seleção brasileira diante da Holanda. Contudo, como essa é a Copa em que um polvo vidente acertou todas e a bola era “sobrenatural”, nada mais acertado que buscar razões que vão além da vã filosofia para definir os verdadeiros motivos da queda verde e amarela.

Uma das versões pode estar no feng shui. Segundo a consultora da área Letícia Andrade, do site Estrela Guia, a técnica de harmonização de ambientes se baseia em cinco elementos, cada qual com uma propriedade, material e cor. Diz o texto que “o Brasil, com as cores azul e branco, recebia apenas a energia dos elementos Metal (branco), que traz praticidade e dureza, e do elemento Água (azul) que traz maleabilidade, calma e suavidade. De inicio dá para perceber que vestiam duas energias antagônicas”.

Mas a influência não se resume às cores do uniforme usado, mas sim à interação com os outros elementos do cenário. Daí que a vestimenta do adversário pode ter sido fatal. “A cor branca do calção [do Brasil], que é o metal, era destruída pelo fogo, que era a cor laranja no uniforme da Holanda. Claro que teoricamente a cor azul da camisa da seleção, que é o elemento Água, poderia ter feito a diferença, apagado todo aquele Fogo da cor laranja, bem que se tentou no primeiro tempo, mas na minha humilde opinião, como o calção era na cor branca, que é metal, talvez os jogadores tenham ficado travados, por estarem vestindo uma cor vibracionalmente tão dura.”

A consultora se previne também contra quem lembrar que o Brasil venceu a Holanda em 1994 com o mesmo uniforme desta Copa e aponta a diferença. “Podem procurar a foto, a Holanda estava com a camisa branca e meias brancas apenas o calção era laranja. Já o Brasil estava de camisa e meias azuis e apenas o calção branco. Neste caso, a Água do uniforme do Brasil conseguiu apagar o Fogo da Holanda”. Certo? Para ver o texto completo, clique aqui.

Bola (de cristal) dentro

Mas antes da Copa fopram vários os místicos que fizeram previsões sobre o desempenho do Brasil. Como não somos urubus, fomos atrás apenas daqueles que foram bem sucedidos em seus prognósticos.

O astrólogo Carlos Maltz, por exemplo, quando falou ao site Superesportes do Diário de Pernambuco, vaticinou que “2010 é um ano muito especial sob a ótica da ciência dos astros. Temos um alinhamento grandioso acontecendo bem na época do início da Copa. Um alinhamento desses que não acontecem a todo instante. Júpiter e Urano chegam juntos ao primeiro grau de Áries e Saturno e Marte e se encontram nos primeiros de Libra. Esse alinhamento geralmente é associado a processos de mudanças muito fortes aqui na terra”, explicou, completando profeticamente: “Essa será uma copa diferente, surpreendente. Podemos ter um campeão inesperado, um zebrão, ou seja, qualquer um fora do ‘arbralit’ (Argentina, Brasil, Alemanha e Itália)”. E não é que acertou?

Já no portal Terra, o especialista em Ciências Esotéricas Franco Guizzetti também acertou quase tudo: “Com certeza será a Copa das ‘zebras’. Muitos países de tradição da Europa e America irão cair logo no início e nas quartas de final. Existem grandes chances que os quatro primeiros colocados sejam formados por times considerados ‘zebra’”, disse. Errou apenas ao dizer que um país africano estaria entre os quatro primeiros (mas foi por pouco…). “E até o campeão de 2010 poderá ser uma seleção de pouca tradição ou que nunca ganhou uma Copa antes. Não digo um país de pouca tradição. Mas sim uma seleção que nunca ganhou um Mundial antes”. Bola dentro também.

Na mesma matéria, a cartomante Ana Cachote foi sucinta. “Não estou acreditando na seleção brasileira pelo que eu vi até agora. Acredito que chegue até as quartas de final. Passa pela primeira fase, mas depois ‘pipoca’. Pelo que eu vi nas cartas, a Espanha deve chegar lá”.

Embora tenha prometido acima não falar dos que erraram,dois destaques entre esotéricos famosos.

Os famosos

Robério de Ogum, médium já entrevistado pelo Futepoca, acertou quanto ao Brasil mas errou em relação a duas seleções. “Se nada mudar, a Inglaterra é um time que deve crescer muito. O Brasil não será campeão. Os times europeus vão vir muito bem. Já o Brasil vai ter muitas complicações, vai sofrer com contusões e não fará uma boa Copa. O astral não vai estar legal, o time vai ter muita força, mas não vai ter evolução. Portugal também pode ser uma boa surpresa”.

Já Juscelino da Luz, que previu a vitória de Alckmin contra Lula nas eleições presidenciais de 2006 e disse que Clodovil era filho de Juscelino Kubitschek, só acertou a eliminação portenha e errou feio quanto a França e Itália. “A campeã será a Alemanha depois de vencer a França na final. O Brasil vai perder a decisão de terceiro e quarto para a Itália. Além disso, a Argentina vai ser eliminada pela própria Alemanha nas quartas de final”.

Curiosidades Esotéricas - Xadrez: Origens Esotéricas

Curiosidades Esotéricas - Xadrez: Origens Esotéricas
O xadrez é um jogo antiquíssimo, tem muitos milênios de existência, e por isso não é de se estranhar que estejam ligadas a ele lendas cuja veracidade é difícil de comprovar, devido à sua antigüidade. Para compreendê-lo, não é necessário ser um mestre no xadrez, basta simplesmente saber que o tabuleiro onde se joga está dividido em 64 casas, divididas igual e alternadamente em brancas e pretas.

Uma das lendas diz: O jogo de xadrez foi inventado na Índia. Quando o rei Cheram o conheceu ficou maravilhado do engenhoso que era esse jogo e da múltipla variedade de posições que nele são possíveis.

Ao se inteirar que o inventor era um de seus súditos, o rei manou chamá-lo com o objetivo de recompensá-lo pessoalmente por seu acertado invento. O inventor, de nome Seta, apresentou-se ante o soberano, vestindo-se com muita modéstia, e que vivia graças aos meios que lhe proporcionavan seus discípulos.



Seta, quero te recompensar dignamente pelo engenhoso jogo que inventaste, disse o rei. O sábio agradeceu, mas não aceitou a generosidade. Sou rico o bastante para cumprir qualquer desejo teu. Diz-me recompensa que desejas e eu te satisfarei. Seta continuou calado. Não sejas tímido, expressa teu desejo, não vacilarei em nada para satisfazê-lo.

Grande é a tua magnanimidade, ó soberano, porém concede-me um curto prazo para meditar sobre a resposta, e amanhã, depois de árduas reflexões comunicarei ao senhor a petição.

Quando ao dia seguinte Seta se apresentou de novo ante o trono, deixou o rei maravilhado por sua petição sem precedentes. Soberano, disse Seta, manda que me entreguem um grão de trigo pela primeira casa do tabuleiro de xadrez. Um simples grão de trigo?, contesto admirado o rei. Sim, soberano, e pela segunda casa ordene que me entreguem dois grãos, pela terceira quatro grãos, pela quarta oito, pela quinta dezesseis, pela sexta trinta e dois etc.

Basta, o rei interrompeu irritado, receberás el trigo correspondente às 64 casas do Tabuleiro de acordo com teu desejo: a cada casinha receberás uma dupla quantidade que pediste, porém deverás saber que tua petição é indigna de minha generosidade; ao me pedir tão mísera recompensa menosprezas irreverentemente minha benevolência. Em verdade, como sábio que és deverias Ter dado maior prova de respeito ante a bondade de teu soberano. Sai daqui, meus servos te darão esse saco de trigo que solicitaste.

Os matemáticos da corte trabalharam intensamente para calcular a recompensa de Seta, que ficou esperando na porta do palácio real. Somente ao amanhecer do outro dia o matemático chefe da corte solicitou audiência para apresentar ao rei um informe muito importante: Ó rei, calculamos escrupulosamente a quantidade de grãos que Seta deseja receber. Resulta uma cifra astronômica, absurdamente gigantesca. Seja qual for sua magnitude, interrompeu com altivez o rei, meus graneiros não empobrecerão meus depósitos, prometi dar a recompensa a Seta e portanto eu a entregarei. Soberano, agora não depende de tua vontade o cumprir semelhante desejo, em todos os teus graneiros não existe a quantidade de trigo que exige Seta. Tampouco existe nos graneiros de todo o reino, até mesmo os graneiros do mundo são insuficientes.

Se desejas entregar sem falta a recompensa prometida, ordena que todos os reinos da terra se convertam em lavouras, manda secar mares y oceanos, ordena fundir os gelos y as neves que cobrem os distantes desertos do norte, que todo o espaço seja totalmente semeado e se ordene entregar toda a colheita obtida a Seta. Somente então receberá sua recompensa. Diz-me qual é essa cifra tão monstruosa de grãos, disse o rei, reflexionando espantado. Ó soberano, são DEZOITO QUINTILHÕES, QUATROCENTOS E QUARENTA E SEIS QUATRILHÕES, SETECENTOS E SETANTA E QUATRO TRILHÕES, SETENTA E TRÊS BILHÕES, SETECENTOS E NOVE MILHÕES, CINQÜENTA E UM MIL E SEISCENTOS E QUINZE 18.446.744.073.709.051.615).

Ou seja, é o mesmo que 2 elevado à potência 64...

A recompensa do Inventor do Xadrez deverá ocupar um volume aproximado de 12.000 Km3. Se o graneiro tivesse 4 metros de altura e 10 de largura, seu comprimento teria que ter 300.000.000 de quilômetros, ou seja, o dobro da distância que separa a terra do sol. (trechos tomados do livro O Divertido Jogo das Matemáticas, de autoria de Perelman.)


ASPECTO ESOTÉRICO DO XADREZ

Símbolos das partes do tabuleiro

Representa em si o Jogo da Vida. A vida é um tabuleiro de xadrez, na qual cada um de nossos atos é uma jogada. Se nossas jogadas são boas, inteligentes e oportunas o resultado será o êxito, saúde e longevidade. Se pelo contrário nossas jogadas são feitas de má-fé, egoístas e inoportunas, o resultado será o fracasso, a enfermidade e a morte. Se analisamos numericamente a quantidade de casas num tabuleiro, encontraremos 64, que para efeitos cabalísticos nos dá um total de 10, o qual representa a Lei da Recorrência, a Repetição, a Retribuição, a Roda do Samsara, as forças evolutivas.

A quantidade de casas brancas é 32 (3 + 2 = 5), a lei do Dharma. Em linguagem mística da luz, quando nos iniciamos no tabuleiro da existência nos recebem as forças brancas, ou seja, os peões com suas forças brancas, ou seja, os peões brancos nos dão as boas-vindas, indicando que começamos a Evoluir. Como quer que nada na Natureza está extático, chega o momento em que se fracassa e caímos nas garras das forças involutivas. A quantidade de casas pretas é de 32 (3 + 2 = 5), a lei do Karma. Na linguagem mística das trevas, é a decadência, a disfunção e a morte.

O bem e o mal não existem. Uma coisa é boa quando nos convém e má quando não nos convém. O bem e o mal são uma questão de conveniências caprichosas da mente. O homem que inventou os fatídicos termos Bem e Mal foi um atlante chamado MAKARI KRONVERZYON, distinto membro da sociedade científica AKALDAN, situada na submergido continente atlante. Esse velho sábio jamais suspeitou do grave dano que causaria à humanidade com a invenção dessas suas duas palavrinhas.

Os Peões:

Quando enfocamos o jogo nos aspectos militares sobretudo nas cortes medievais, simbolizam os soldados do Rei, que é a base dos planos do peão para que avance, é um germe de debilidade que se cria.

Os oito peões são as oito Virtudes da Mãe Devi-Kundalini, que são: Compreensão, Vontade, Verbo, Reto pensar, Reto sentir, Reta maneira de ganhar a vida, que haja Paz e que haja Amor. Também representa o Arcano oito do Tarô (ou seja, o Padrão das Medidas): a Justiça, cada um de nós lutando contra os contratempos.

Os movimentos são muito limitados, as sombras do pecado desse Rei Interno de cada um de nós que nunca pecou, tu sabes.

As Torres:

Simbolizam o estado de Alerta Percepção e de Alerta Novidade, nos Grandes Mistérios davam ao neófito o Cinzel e o Martelo para que fosse polindo as duas colunas do Templo, a Branca e a Negra, ou melhor, a Dórica e a Jônica. Os Cimentos da torre na época medieval eram de pedra e quase todas as torres estavam feitas deste material, símbolo resplandecente de la Energia Sexual.

Os Cavalos:

Representam a Ousadia e o valor para eliminar o Medo, sus movimentos descrevem o esquadro r o compasso, tão importantes nos estudos maçônicos. Seus movimentos são em forma de L, que no sistema de numeração romana tem o valor de 50, que decompondo-se nos está indicando a Lei em Rigor.

Os Bispos:

Nas cortes medievais conheciam-se com o nome de Bispos e eram os que estavam mais próximos ao Rei; alegorizavam as Lanças, a Urânia-Vênus dos Gregos.

O Rei:

Representa a Sabeduria, nosso Real Ser, el V.M. Interno, a Estrela Interior que sempre nos sorri.

Todo o jogo do Xadrez consiste em colocar o rei em uma situação tal que não possa mover-se e então é quando se lhe dá a Morte, o Xeque-Mate. É sabido que terminada uma partida de xadrez se pode iniciar mais uma vez, segundo os acordos dos jogadores, porém o Rei segue sendo o Rei e este não muda, assim é nosso Real Ser. É o que foi, o que é e o que será.

Deve-se notar que alguns valores que temos dado às não são os valores clássicos, senão Esotéricos.

A Rainha:

Não poderia faltar no Tabuleiro da existência e no xadrez o elemento feminino, o princípio universal da vida, o qual resplandece em toda a Obra, o próprio Deus; o Rei desdobrado em Mulher, o Eterno Amor que flui e reflui em todo o criado.

Desde crianças pedimos suas ternuras porque Ela é a outra metade de nosso Ser e vice-versa.

Sem a Dama, a Rainha, em uma partida de xadrez, nos sentimos sem o poder supremo, estamos perdidos.

Se fazemos um estudo transcendental das diferentes culturas vemos como por trás da glória dos Grandes Homens Ilustres sempre havia uma Mulher, como a Sacerdotisa de Tebas, em meio de tochas falou às multidões, como a Sacerdotisa dos Templos de Mistérios. Reinou no Egito, como Vestal de Delfos, sob o nome de Pitonisa... Um grande Mestre disse: O Summum da Beleza é a Mulher, a Natureza, a Música, as Flores, uma Paisagem... uma criança nos comove, porém a mulher nos comove e nos atrai, nos inspira e nos provoca.

A liberdade de movimentos da Rainha, num tabuleiro de xadrez, é formidável, os valores fundamentais do xadrez são o Tempo, ou seja, a Rapidez, para realizar os planos, o espaço , o domínio do maior número de defeitos; se as jogadas no xadrez são bem feitas e com força suficiente, se o desenvolvimento e as circunstâncias foras maravilhosos, o resultado será a Vitória.

Na vida, o homem se enfrenta com inúmeros problemas, cada pessoa necessita saber como resolver cada um desses problemas; inteligentemente todo xadrezista sabe que toda solução está no próprio problema, sempre que haja a tranqüilidade e equilíbrio perfeitos entre a Mente, a Emoção e o Centro Motor.

No mundo existe uma enorme quantidade de pessoas a quem se lhe proporcionou elementos para triunfar na vida, porém carecem de hábitos e da capacidade para Raciocinar logicamente, porque podemos assegurar que todos os seres humanos somos pedras de xadrez no Tabuleiro da Vida; e sobre nós estão Seres Superiores que umas vezes dão apoio às pedras pretas e outras às brancas.

Cada um de nós está nestes momentos repetindo a mesma partida de sua vida passada, mais as conseqüências, boas ou más, sob os efeitos da Lei de Recorrência. Jogadores Inconscientes que não aprendemos a jogar inteligentemente e que nosso destino não o decide um só propósito senão milhares e milhares de agregados. psicológicos.

Todos os seres humanos sem um Ensinamento superior somos como uma partida de xadrez sem peões, curtos de inteligência e com muitas limitações, que ignoramos que dentro de nós terríveis possibilidades que devidamente desenvolvidas nos levariam à Vitória Final.

A Gnose pois nos convida mediante o jogo-ciência a ser verdadeiros jogadores inteligentes e conscientes, como também para mover dentro de Forças superiores ignotas, que farão de nós Homens reais e verdadeiros.

Síntese do Xadrez Esotérico na Prática

Trabalho Arcânico no Xadrez Esotérico

* Rei e a Rainha. Simbolizam o homem e a mulher trabalhando na Grande Obra, o Arcano AZF.

* Os Bispos são a Lança e a Gadanha, simbolizando desta maneira à Mãe Divina fabricando Corpos e desintegrando Defeitos.

* Os Cavalos. Simbolizando a força que vai-se adquirindo através do trabalho com a energia sexual transmutada, simboliza também a Inteligência, a amizade e o triunfo.

* As Torres simbolizam o Corpo Astral e o Mundo Mental. As saudações JÁKIN-BOAZ, que se faz à entrada de todo templo e que o homem e a mulher deve fazer no momento de ir ao trabalho sexual AZF.

* Os Peões. Indicando as 8 Virtudes da Kundalini e que devemos conquistar para poder ser aceitos por Devi Kundalini.

* O Tabuleiro. É o jogo da Vida e não sabemos se estamos jogando a última partida.

* Os Quadrados Pretos e Brancos. Que algumas vezes as pretas nos dão força e outras as brancas. Positivo e negativo. O equilíbrio em tudo.

* A palavra Xadrez (Nota do Tradutor: em espanhol AJEDREZ. A partir de agora, o Mestre Samael explica o significado das letras que compõem a palavra Ajedrez).

Simbolicamente vemos a Balança da Justiça Cósmica assim:

A letra A: a água, ou seja, o Karma.

A Z: o fogo, ou seja, Dharma.

A D: O equilíbrio que se deve ter em tudo e assim lograr realizar-nos.

Si decompomos mais as letras, vemos o seguinte:

A letra J: simboliza o Bastão dos Patriarcas.

A E: simboliza os Quatro Elementos da Natureza. A Esfinge do Egito milenar. O Verbo.

A R: O fogo Sagrado del Espírito Santo. A Mãe Divina Kundalini

Curiosidades sobre o Xadrez

Os romanos antigos conheciam o xadrez? No filme Ben-Hur, estrelado por Charlton Heston, aparece rapidamente um tabuleiro de xadrez ricamente marchetado. Os romanos, provavelmente, conheceram o xadrez através dos gregos; preferiam, porém, o jogo de dados.

A época áurea do xadrez - Ocorreu durante certo período da idade média quando eram permitidas visitas de cavalheiros aos quartos das damas, desde que fossem para jogar xadrez. O elevado número de nascimentos oriundos deste costume, contudo, chamou a atenção da igreja, que conseguiu a proibição de tal prática.

Índios enxadristas –Edward Lasker escreve: “O escritor portugûes do século XVIII, De Barros registra o seguinte fato: Diego López, comandante da primeira expedição portuguesa, ao chegar diante de Málaca em 1509, estava jogando xadrez com um dos seus homens, quando um índio da tribo dos Bataks subiu a bordo. Este reconheceu imediatamente o jogo e discutiu com López a forma das peças de xadrez usadas na sua tribo”!“ Idêntica constatação foi feita por um curador da Universidade de São Petersburgo, que foi ao norte da Sibéria, em 1895, realizar estudos etnológicos e verificou que todas as tribos - Samoyedes, Tungusianas, Yakuts - tinham entusiásticos jogadores de xadrez. Escreveu ele: "uma partida dura horas e muitas vezes não termina senão no dia seguinte. A excitação, não raro, leva os jogadores a aumentarem as suas apostas ao ponto de a derrota no jogo envolver a ruína absoluta do vencido. Para começar, apostam-se as renas; depois os cães; depois as roupas; em seguida, todos os bens de um homem; e no final, até mesmo as mulheres são apostadas…"

A proibição do xadrez pelo aiatolá Khomeini - "O jogo de xadrez é contrário à lei islâmica, declarou o imã Khomeini ao governador da província de Teerã, a 18 de dezembro de 1979. Por que? Porque "o xadrez torna o homem mau", "destrói o pensamento" e, "quando se joga muito, provoca desequilíbrio mental". Além disso, "o xadrez estimula o ódio e a agressividade ao adversário". "Quem insistir em jogar xadrez, deve ter os pulsos cortados"!

O campeão de maior cultura - Emanuel Lasker, campeão mundial durante 27 anos, doutor em Filosofia, Matemática e Física. Ele argumentou que a teoria de seu amigo Einstein, não seria provada enquanto continuasse impossível demonstrar que a velocidade da luz no vácuo é infinita(ele estava errado). Einstein escreveu um prefácio de um livro seu. Lasker escreveu peças de teatro, projetou reformas sociais em The community of future e, durante a primeira guerra mundial, inventou um tanque. Fez parte da equipe olímpica alemã de bridge. Ele foi forçado a adotar o xadrez como meio de vida depois que constatou que as cátedras das universidades alemãs lhe eram vedadas pelo fato de ser judeu.

A proibição do xadrez pela Igreja Católica - Através de uma carta escrita em 1061 por Petrus Damiani, cardeal-bispo de Óstia, ao papa eleito Alexandre II, ficamos sabendo que "a loucura do xadrez" era considerada como uma das "vergonhosas frivolidades" proibidas pelo clero.

Yoga. Aaron Nimzowitsch descobriu que a prática de Yoga, a milenar prática física e mental indiana, poderia melhorar seu desempenho nos torneios de xadrez. Experimentava os movimentos do yoga nos próprios torneios. Enquanto o adversário meditava em busca do lance, Nimzowitsch ia para o chão e colocava-se de cabeça para baixo. Acreditava que desta maneira o sangue desceria para o cérebro e ajudaria a pensar melhor. Algumas vezes esse troço funcionou muito bem. Mas desconfio que se você não for Nimzowitsch, não fluirá tanto sangue assim para sua cabeça.

Endereço do hotel. Emanuel Lasker era um tanto distraído. Certa vez, hospedou-se num hotel e foi ao clube da cidade. Depois da simultânea e do jantar, oferecem carona de volta para hotel. Neste momento, Lasker percebeu que não sabia nem o nome nem o endereço do hotel onde havia deixado suas bagagens. Tiveram que percorrer a cidade inteira até encontrar o lugar correto.

Futebol. Quem joga xadrez é capaz de jogar futebol? O clichê é o jogador frágil, distraído e que derruba os objetos em seu redor. Mas as coisas não são bem assim. O esporte de Ljubojevic era o futebol e foi por causa de uma longa contusão que ele aprendeu a jogar xadrez, com já tinha 16 anos de idade (mais tarde, seria um dos dez melhores do mundo). O GM Peter Leko foi titular de um time juvenil húngaro. O melhor de todos, porém, foi o GM norueguês Agdestein. Forte jogador de xadrez, também foi titular da seleção norueguesa de futebol, autor de um gols importantes. Por exemplo, na vitória contra a Itália na Copa da Europa. Se o nosso leitor jamais fez gol contra a seleção da Itália, talvez possa um dia ostentar o título de Grande Mestre Internacional...

Moscou 1959. O torneio internacional em memória de Alekhine em 1959 teve um trio de vencedores: V. Smyslov, D. Bronstein e B. Spassky. Superam vários GMs, entre eles Vasiukov, Portisch, Larssen, Filip e F. Olafsson. Smyslov e Bronstein terminaram invictos. Spassky sofreu uma única derrota, para Smyslov, que venceu o torneio pelo critério SB. Smyslov tinha sido campeão mundial, Spassky conquistaria o título dez anos depois. Bronstein havia empatado o match de 24 partidas pelo título mundial, contra Botvínnik em 1950. Três gigantes da história do xadrez, todos os três ainda vivos (novembro de 2001).

Camisa velha. Contam alguns observadores mais atentos (e nós estivemos lá) que durante o interzonal do Rio de Janeiro em 1979, o soviético Tigran Petrosian jogou todas as rodadas exatamente com a mesma camisa. Superstição, falta de cuidado ou confiança na qualidade da lavanderia do Copacabana Palace? Sua esposa, Rona, era conhecida pelo cuidado com que protegia o marido. Bem, talvez Petrosian tivesse vários exemplares do mesmo modelo de camisa. Se a roupa ajudou eu não sei, mas o fato é que no final do interzonal, Petrosian estava entre os três classificados para o torneio de candidatos.

Nomes italianos. Nos séculos XVI e XVII e Itália viveu um esplêndido período cultural. Nomes como os de Leonardo da Vinci, Galileu, Michelangelo, Maquiavel e Monteverdi são glórias italianas e da humanidade. Esse florescimento intelectual certamente explica a importância dos jogadores italianos de xadrez naquele período. Alguns dos mestres da época publicaram os primeiros tratados teóricos do xadrez, entre eles o famoso livro de Grecco. Ainda hoje, alguns termos do xadrez italianos são empregados por jogadores de todo o mundo e em todos os idiomas. Por exemplo, fianchetto (pequeno flanco), gambito (perninha), ataque Fegatello ("pequeno fígado", certamente o frágil ponto f7 das pretas), abertura Giuoco Piano ("jogo suave").

sábado, 27 de novembro de 2010

Brasil 1958 - Garrincha no psicotécnico

O psicólogo João Carvalhaes fora contratado justamente para transformar o nostálgico, emotivo e temperamental jogador brasileiro num atleta psicologicamente preparado para suportar as pressões a que estava sujeito numa Copa do Mundo. Desde o início, seus conhecimentos de psicologia entraram em conflito com as complicadas sutilezas do esporte. Não foi à toa que, após se submeter ao psicoteste, a portas fechadas com Carvalhaes, Nílton Santos chamou o psicólogo a um canto e fez um apelo em forma de advertência. "Olha, doutor, está aí fora um sujeito que talvez não seja capaz de acertar o mais fácil desses testes. É o Garrincha. Por favor, doutor, tenha paciência com ele. Mesmo que erre tudo, aprove-o. Aprove-o, doutor, pois nós vamos precisar muito dele nesta Copa", suplicou o quarto-zagueiro. Carvalhaes, felizmente, ouviu o apelo de Nílton Santos. Foi, talvez, sua maior contribuição à Seleção Brasileira.

Às 5 horas da tarde de 24 de maio de 1958, a Seleção Brasileira embarcou para a Europa. Os preparativos para a Copa do Mundo duraram pouco mais de um mês. Agora, antes da estréia na Suécia, haveria mais dois amistosos na Itália, o primeiro com a Fiorentina e o segundo contra a Internazionale de Milão. Mas os dois jogos - ambos vencidos pelo Brasil por 4 x 0 - não serviram para definir muita coisa. Pelo contrário, deixaram o gordo Feola ainda mais longe do time ideal.

Sem Garrincha e sem vários outros jogadores que tinham condições de sobra para serem os titulares, a Seleção Brasileira estreou na Copa do Mundo em 8 de junho, em Uddevalla, diante da Áustria. A estréia não apresentou maiores problemas para os brasileiros, cuja equipe, mesmo sem ser a ideal, estava muito acima da modesta e pouco imaginativa Seleção Austríaca. Resultado: 3 x 0, com dois gols de Mazola e um de Nílton Santos.

O segundo jogo contra a Inglaterra, em 11 de junho, em Gotemburgo, deixou ainda mais nítidas as deficiências da Seleção Brasileira. Foi um suadíssimo 0 x 0, os brasileiros jogando melhor, os ingleses resistindo bem na defesa e tentando os contragolpes. Foi este jogo - ou as deficiências nele ressaltadas - que levou Bellini, capitão do time, mais Nílton Santos e Didi a baterem um longo papo com Vicente Feola, nos jardins de Hindas, dois dias antes da partida em que brasileiros e soviéticos definiriam a sorte do seu grupo.

Didi, por exemplo, achava que o meio-campo precisava de um jogador menos clássico e mais vibrante que Dino Sani. Um jogador assim como Zito. Já Bellini lembrava o comportamento de Mazola durante o jogo com os ingleses: ao perder um gol feito, o atacante sofrera uma crise nervosa, em pleno campo, chorando, gritando, esperneando, pedindo que o levassem para longe dali. Bellini fora obrigado a dar-lhe uma bofetada, fazendo-o voltar a si. Bellini, Didi e Nílton Santos concordavam: já era tempo de dar uma chance a Pelé. O garoto tinha apenas 17 anos, é verdade. mas sangue novo também ajudava. Por último, o argumento do próprio Nílton Santos sobre Garrincha: - Joel é um bom jogador, aplicado, vivo, raçudo. Mas a gente precisa de um Garrincha para surpreender esses gringos. Sem Garrinha, acho muito difícil o nosso ataque furar certas defesas européias.

Feola ouviu, atento, as ponderações dos três - Bellini, Didi e Nílton Santos, jogadores pelos quais o treinador tinha grande respeito. Foi então que decidiu escalar Zito, Pelé e Garrincha naquele jogo com os soviéticos.



Minutos arrasadores

Em 15 de junho, o Estádio Nya Ullevi, em Gotemburgo, recebia mais de 50 mil pessoas, na maior assistência que seria registrada em todo o campeonato. E o Brasil, com o "irresponsável" Garrincha, o inexperiente Pelé e o desconhecido Zito, entrava em campo para uma grande vitória. Os dois primeiros minutos daquela partida constituem um dos mais belos momentos da história do futebol brasileiro. Os dribles seguidos de Garrincha sobre Kuznetsov, os marcadores que se multiplicavam à frente daquele fenômeno de pernas tortas, novos dribles de Garrincha, um chute de Garrincha na trave, o passe perfeito de Didi, o gol de Vavá - tudo em apenas 2 minutos. Naqueles dois minutos, o Brasil partira não apenas para uma vitória de 2 x 0 sobre os soviéticos mas para a própria conquista da taça de ouro.

A Seleção, quase por acaso, definira-se naquele jogo, passando às quartas-de-final como primeira colocada do Grupo 4, em que a União Soviética, apesar da derrota, classificou-se em segundo.

As quartas-de-final foram disputadas em 19 de junho, a Alemanha Ocidental derrotando a Iugoslávia, a França passando pela Irlanda do Norte e a Suécia brilhando diante da União Soviética. Ao Brasil coube enfrentar o País de Gales, cuja seleção, trancada durante os 90 minutos de jogo, parecia ter entrado em campo com a preocupação única de não ser goleada. Um gol de Pelé, já no segundo tempo, fez o Brasil respirar aliviado: 1 x 0, vitória dificílima em Gotemburgo.

Nação de admiradores

As semifinais, em 24 de junho, dariam à Suécia uma dupla alegria: seu triunfo sobre a Alemanha Ocidental e a vitória do Brasil frente à França. O futebol brasileiro ganhara ali uma nação de admiradores. Por isso, os suecos haviam torcido contra os franceses, goleados por 5 x 2 em mais uma exibição brasileira. Pelé - "um menino de 17 anos, ainda sem idade para assistir aos filmes de Brigitte Bardot" - fez três gols contra os franceses, Vavá um, Didi outro. O Brasil estava na final.

Choveu muito no dia da final e o campo ficou encharcado, como os suecos queriam. O Brasil teve de trocar a camisa amarela pela azul, também como os suecos queriam. E o primeiro gol, logo no início, foi feito pelo veterano Liedholm, ainda como os donos da casa desejavam. Além disso, o time de Feola tinha não o titular De Sordi, mas o reserva Djalma Santos para marcar Nacka Skoglund, a grande estrela do ataque sueco. Mas a Copa do Mundo de 1958 - desta feita para premiar o melhor - voltava a contrariar as previsões dos experts, numa final em que o Brasil goleou a Suécia por 5 x 2.

Com uma atuação perfeita - técnica, física e psicologicamente acima de tudo o que os profetas do futebol tinham antecipado -, os brasileiros tornaram-se campeões mundiais pela primeira vez. E não era para menos. A Copa do Mundo realmente estava em boas mãos.

Brasil 1958 : Gilmar, Castilho, De Sordi, Belini, Orlando, Zózimo, Nilton Santos, Djalma Santos, Zito Dino Sani, Moacir, Didi, Joel, Garrincha, Dida, Pelé, Mazola, Zagalo e Pepe.



Brasil 1962 - Seleção do Bi

A seleção brasileira tinha como base o mesmo time que havia conquistado o mundial na Suécia. Mauro, reserva de Belini em 1958, seria o titular e capitão do time. Zózimo, também reserva em 1958, ocuparia o lugar de Orlando, que havia se transferido para o Boca Juniors da Argentina. Embora a preparação física e técnica dos canarinhos iria seguir o mesmo plano de trabalho imposto em 1958 por Paulo Machado de Carvalho, Aimoré Moreira assumiria o lugar de Vicente Feola no comando tácnico. Também estaria no Chile uma personagem bastante conhecida ainda hoje pelo torcedor do Brasil: o massagista Mário Américo.

A fase preparatória que antecedeu a ida ao Chile teve seis jogos da Seleção Brasileira em gramados cariocas (Maracanã) e paulistas (Pacaembu), todos com vitória do escrete nacional: 6 x 0 e 4 x 0 contra o Paraguai, 2 x 1 e 1 x 0 contra Portugal, 3 x 1 e 3 x 1 contra o País de Gales. Embora o time estivesse praticamente definido, havia ainda certa incerteza entre Vavá e Coutinho como centro-avantes, Mauro e Belini na zaga, e Pepe e Zagalo na ponta esquerda. Finalmente, Aimoré Moreira decide por Vavá e Zagalo, além de substituir Belini por Mauro, o qual ainda ganhou o posto de capitão da equipe. Para outras posições, Gilmar era o dono absoluto do gol, Didi e Zito, embora ameaçados por Mengálvio e Zequinha, foram os titulares de Aimoré até o final da competição. Pelé e Garrincha eram os donos absolutos das suas posições, embora tivessem em Amarildo e Jair da Costa dois excelentes reservas.



Brasil 3 x Tchecoslováquia 1

Para muitos, este é considerado o jogo mais bonito de todo o campeonato, onde ambas as equipes exibiram alto padrão técnico e futebol veloz. Os tchecos iniciam dominando a partida e jogando melhor os primeiros quinze minutos, quando um chute forte e rasteiro vence o goleiro Gilmar e abre o placar em favor da Tchecoslováquia. O placar desfavorável motiva a reação brasileira e, passados 3 minutos do gol tcheco, Amarildo é lançado na esquerda, passa dois adversários e com muita classe e raça, chutando sem ángulo para empatar a partida. O primeiro tempo termina com o placar de 1 x 1, com Garrincha, que até então vinha sendo o melhor jogador da copa, apático devido, provavelmente, a uma forte gripe contraída antes da partida.

No segundo tempo, Amarildo, que se destacava na partida, esta mais genial. Aos quinze minutos, passa por um zagueiro adversário com um drible seco e centra na direção de Zito, que penetra na área tcheca e cabeceia para dentro do gol. O jogo então prossegue com Didi e Zito comandando as jogadas pela esquerda em busca de Amarildo, o qual, com Zagalo jogando recuado, tem bastante liberdade de movimentação tanto pela ponta como pelo meio. Aos trinta e dois minutos, Djalma Santos já na altura da intermediária tcheca, chuta uma bola para o alto em direção a àrea adversária. Vavá aproveita a rebatida do goleiro tcheco, o qual estava muito adiantado, e manda um balão para o fundo das redes. O Brasil sela definitivamente a vitória e a conquista do bicampeonato mundial de futebol, estabelecendo mais uma vez a hegemonia do futebol nacional.

Brasil 1962 : Djalma Santos. Zito. Gilmar. Zozimo. Nilton Santos e Mauro.
Garrincha. Didi. Vavá. Amaraildo e Zagalo.

Resgate histórico da atuação de João Carvalhaes como aplicador de testes na

1958: Depois das derrotas na copa de 1950 para o Uruguai e de 1954 para a Hungria, os jogadores brasileiros foram acusados de jogar sem fibra e de estarem despreparados psicologicamente (Assaf, 2001). Os que mais sofriam com isso eram os negros. Isso motivou a inclusão na comissão técnica de João Carvalhaes, para submeter os atletas a testes para medir “o nível cultural, índices de tensão, reflexos e coordenação motora e níveis de impulsividade e agressividade”. Isso, na época, era tratado como “psicologuês”. Os psicólogos ainda eram reduzidos a “médicos de loucos” (Castro, 1995).
Carvalhaes não era psicólogo, mas um sociólogo licenciado em Psicologia, funcionário da Companhia Municipal de Transportes Coletivos de São Paulo, que aplicava testes nos candidatos a motorista e cobrador de ônibus e bondes. Em 1954, ele havia aplicado testes nos jogadores do São Paulo Futebol Clube (onde permaneceria por 20 anos) e nos candidatos a árbitros e bandeirinhas da Federação Paulista. É considerado o primeiro psicólogo do esporte no Brasil (Rubio, 2002).


Estes testes foram aplicados no Rio de Janeiro e em São Paulo. Pelé obteve 68 pontos de um total de 123 possíveis. Apesar de sua grande habilidade motora, ele tinha uma letra “desenhada”. Carvalhaes, apesar de recomendado a não dar opiniões diretas, o classificou com as seguintes palavras: “Pelé é obviamente infantil. Falta-lhe o necessário espírito de luta. É jovem demais para sentir as agressões e reagir com a força adequada. Além disso, não tem o senso de responsabilidade necessário ao espírito de equipe. (...) Não acho aconselhável o seu aproveitamento.” (Castro, 1995). De fato, Pelé tinha 17
anos na época. Porém, é muito importante lembrar que o esporte de hoje está revelando seus atletas cada vez mais cedo, e o fato de pensarem de acordo com a pouca idade em nada interfere no desempenho esportivo.



Mas, o caso de maior repercussão ocorreu com Mané Garrincha. Já no preenchimento da ficha, ocupou o campo “profissão” com a palavra “atreta”. Garrincha foi mal em testes como completar figuras pela metade e fazer um desenho para posteriormente dizer ao psicólogo o que significava. Sua inteligência era abaixo da média, instrução primária e grau de agressividade zero (Garrincha, como jogador, além de ter algumas brigas em seu currículo, tinha a característica de driblar os adversários de maneira a provocá-los). Seu escore no teste foi de 38. Para Carvalhaes, ele não poderia nem dirigir um ônibus (Castro, 1995). Por isso queria impedir Garrincha de atuar na copa (Da Costa, 1999).


Na primeira partida, o Brasil contou com apenas um negro (Didi) entre os titulares, mas estes foram ganhando espaço e acabando com o mito de que seriam “vulneráveis” (Assaf, 2001). Garrincha foi o herói da vitória contra a temida U.R.S.S.. Carvalhaes chamou o time para uma seção de testes, pois queria certificar-se de que o grupo estaria em condições de continuar a campanha na copa do mundo. Gilmar, não conseguiu traçar duas linhas paralelas, o que significaria nervosismo. Didi desenhou uma casa e disse que seria o que ele compraria com o dinheiro da copa (o que denotaria um anti-patriotismo). Garrincha desenhou um círculo com uns traços, dizendo ser a cabeça de um outro jogador do Botafogo. Dos onze titulares, apenas Pelé e Milton Santos foram considerados aptos por Carvalhaes, que tinha confiança absoluta no rigor científico de seus testes. Quando o treinador Feola recebeu os resultados, teve o bom senso de ignorar as opiniões de Carvalhaes durante o resto da copa, na qual o Brasil conseguiu o seu primeiro campeonato (Castro, 1995).



Na copa de 1962 também foi contratado um psicólogo, Athayde Ribeiro da Silva, mas não aplicou testes e não viajou com a seleção (Castro, 1995; Franco, 2000). Ele aceitou que a característica importante para se estar na seleção brasileira de futebol era saber jogar futebol (Assaf, 2001). Após estes incidentes envolvendo o professor Carvalhaes, a Psicologia do Esporte ficou completamente desacreditada no Brasil. Só começou a timidamente a recuperar o seu prestígio na década de 90 (Da Costa, 1999).



Hoje, notamos avanço do conceito de inteligência, classificando-se, pela teoria das inteligência múltiplas de Gardner (1994), Garrincha como um gênio, visto que tinha uma excessiva inteligência corporal, uma vez que, mesmo com suas pernas tortas, conseguia dar dribles desconcertantes que a história do futebol jamais encontrou iguais. Frente a esta situação, me pergunto o que estarão dizendo sobre o processo de avaliação psicológica daqui a cinco décadas. Será que, com o aumento do conhecimento sobre as técnicas utilizadas hoje e incrementação de outras novas, não estariam os psicólogos do futuro nos ridicularizando por utilizar técnicas simples para determinar se uma pessoa pode dirigir ou não um automóvel, por exemplo? Para determinar se uma pessoa pode ou não cursar Psicologia? Entrar em um
submarino? Ingressar em um emprego? Enfim, será que, mesmo com todo o rigor científico, os testes (analisados por psicólogos que possuem qualidades e defeitos que não são padronizados) são instrumentos nos quais podemos ter uma confiança total?

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Atividade Fisica e Envelhecimento do Músculo ao Cerebro

Atividade Física e Envelhecimento: do Músculo ao Cérebro!
Na idade avançada a obesidade e a menor força muscular, termo conhecido como obesidade sarcopenica, está associada não unicamente a limitação funcional mas também ao aumento da mortalidade.
Dentre os vários mecanismos associados a perda da força muscular com o envelhecimento, mais recentemente tem sido destacado o papel das alterações da mitocôndria da fibra muscular neste processo. De acordo com a proposta de alguns autores, o desuso crônico leva a um aumento na suscetibilidade da mitocôndria à apoptose o que resultaria numa elevada taxa de atrofia muscular. Com este mecanismo é possivel sugerir que o exercício pode reduzir a morte celular mediada pela mitocôndria. O envelhecimento está associado com diminuição na capacidade oxidativa do músculo e a inatividade física contribui também para este efeito negativo. Há um efeito deletéreo importante na diminuição da síntese de proteínas mitocondriais, alteração da remoção de proteínas mitocondriais com dano oxidativo e redução da autofagia mitocondrial.
A atividade contrátil ou o exercício pode servir como uma intervenção terapêutica para combater o início dos eventos apoptóticos que acontecem durante a sarcopenia induzida pela idade, doenças musculares ou desuso crônico muscular. Efeitos mediados pelas adaptações acontecem dentro da mitocôndria levando a redução na liberação de proteínas pro-apoptóticas e atenuação na produção nas susbstâncias reativas ao oxigênio (ROS) dentro da mitocôndria. Também têm sido evidenciados efeitos benéficos da atividade física na função da mitocôndria medida pelo aumento de atividade das enzimas mitocondriais e da taxa de síntese de ATP.
Outro aspecto interessante em relação ao músculo durante o processo de envelhecimento é o relacionado a fadiga muscular. De acordo com as últimas evidências, a combinação de diminuição na taxa de descarga de unidades motoras, propriedades de contração muscular mais lentas e uma maior dependência do metabolismo oxidativo sugerem que o músculo idoso estaria mais adaptado a resistir a fadiga do que o músculo mais jovem.
Desde o início da década de 2000 pesquisadores vêm analisando a relação entre exercício e a função cognitiva em modelos animais e em humanos, destacando que o exercicio pode elevar o BDNF (brain-derived neurothropic factor) e outros fatores de crescimento, estimular a neurogênese, mobilizar a expressão de genes que beneficiam o processo de plasticidade cerebral, aumentar a resistência do cérebro ao dano, melhorar a aprendizagem e o desempenho mental. Alguns estudos experimentais demostraram o efeito do exercício na regeneração axonal de neurônios e na indução de neurogênese.
O efeito de treinamento de força muscular na cognição de idosos também tem sido analisado por alguns autores. Os achados destacam a relação entre a perda de força muscular e o risco de demência, mas por outro lado o impacto positivo do aumento de força muscular na memória e nas funções cognitivas (memória de curto e longo prazo, inteligência, concentração, atenção). Alguns autores analisaram o efeito do exercício nos níveis de BDNF, encontrando aumento nos níveis com o exercício agudo, mas sem efeito algum com o treinamento de resistência. Outros destacam o efeito benéfico de um programa de atividade física na capacidade funcional de indivíduos com Doença de Alzheimer.
Os efeitos agudos do exercício nos aspectos cognitivos também têm sido analisados mostrando que o processo cognitivo é afetado de forma diferente pelo exercício agudo. O tempo de reação e os ajustes do controle cognitivo mostraram ser mais rapidos quando a tarefa cognitiva foi realizada simultaneamente com o exercício. Da mesma forma, o exercício parece ter um efeito benéfico nas funções executivas de idosos com diagnóstico de doença de Parkinson.
De acordo com as revisões sobre os efeitos do exercício aeróbico e de resistência na cognição de idosos adultos, vários mecanismos estão envolvidos na melhora dos aspectos cognitivos e da saude mental do individuo. Para alguns autores a neurogênese do hipocampo é mais um evento qualitativo do que quantitativo e é um claro exemplo da plasticidade celular. A atividade física, especialmente a realizada em longos periodos de tempo, pode indicar para o cerebro um aumento na chance de experiências ricas em complexidade, que provavelmente beneficiem mais novos neurônios. Desta forma os autores consideram que a atividade física não é isoladamente benéfica para o cérebro, mas sim no contexto dos desafíos cognitivos que a mesma impõe.
Assim de qualquer forma sendo pelo músculo ou pelo cérebro os estudos continuam indicando que vale a pena o investimento em atividade física (sejá aeróbica ou de exercícios de resistencia) para a saude muscular e em especial cerebral e cognitiva!

domingo, 21 de novembro de 2010

Nutrição
Nesta seção, veremos como os alimentos que comemos impacta treinamento e competições bem-sucedidas. Basicamente, nutrição significa toda a comida e bebida que consumimos. Alimentos são o combustível de nosso corpo, que nos dá força e energia. Sem eles, o desempenho atlético decai.

Hidratação – mantendo a água no corpo
Durante os exercícios, o corpo perde água principalmente através do suor, mesmo dentro da água. O corpo tem diversos mecanismos para se proteger dos efeitos negativos da desidratação, mas a sede não ocorre até o indivíduo já estar desidratado! Mesmo uma perda tão ínfima como 4% do peso corporal (2 kg em uma pessoa de 50kg) pode afetar seriamente a performance.

O objetivo é manter o atleta hidratado e não permitir que venha a ficar desidratado. O modo mais fácil é criar um simples e rotineiro sistema a ser seguido por todos os seus atletas:

Quando beber água Quanta água beber
À noite antes da prática ou competição Copo d´água (8 onças)
4 horas antes do evento Copo d´água (8 onças)
15 minutos antes do evento meio copo d’água (4 onças)
Durante o evento < 1 hora Um intervalo para água
Durante o evento < 1 hora meio copo a cada 20 minutos
Depois do evento Copo d’água a cada 3 horas até o dia seguinte



Atletas não devem ser instruídos a beber “quanta água quiserem” Diversos problemas médicos podem decorrer de excesso de água. Se você está praticando em ambientes quentes, pode precisar aumentar a freqüência de ingestão de água.

O atleta pode se hidratar com diversos tipos de líquidos; porém, a melhor reposição na maioria dos eventos é água pura.
Água
Bebidas carbo-hidratadas (PowerAde, Gatorade)
Mistura de um terço de suco de frutas e dois terços de água é a melhor opção quando a atividade dura mais que uma hora

Calorias
A energia que o corpo obtém é medida em calorias. Alimentos diferentes oferecem diferentes quantidades de energia, e portanto quantidade variável de calorias. A quantidade de calorias que uma pessoa precisa depende de vários fatores. Nossa taxa de metabolismo é a velocidade em que convertemos alimentos em energia. Essa taxa pode ser rápida, lenta ou moderada, dependendo de cada atleta. Por exemplo, atletas mais jovens requerem em média 3.000 calorias por dia. Isso pode diminuir para atletas mais velhos que têm programas de treinamento e competição menos rigorosos. Todos esses fatores determinam a dieta de um atleta. Se calorias insuficientes não podem ser consumidas, a performance de um atleta será negativamente impactada.

Equilíbrio de energia
Equilíbrio de energia é importante para o treinamento e competição bem-sucedidos.

Equilíbrio de nutrientes
Os nutrientes têm papéis diferentes, embora trabalhem juntos ou precisem da presença de outros componentes para agir. O equilíbrio de nutrientes é como o equilíbrio de energia. Atletas devem consumir todos os nutrientes necessários para saúde e força durante treinamento e competições. Uma típica dieta de alta performance para um atleta fornecerá a maior parte da energia a partir de carboidratos, e baixo teor de gordura e proteína em quantidades praticamente iguais.



Tipos de nutrientes

Proteína — o principal nutriente para desenvolvimento corporal
Demanda contínua
Alta qualidade: ovos, leite, peixe, carne
Baixa qualidade: nozes, lentilhas, feijões
Proteína em excesso é convertida em fonte de energia ou em armazenamento de gordura

Carboidratos — nossa comida energética
A maior fonte de energia do corpo
É fácil e rapidamente processado no sistema digestivo
Fontes boas (complexos): arroz, milho, batatas, feijões, frutas
Fontes fracas: açúcar refinado, mel, refrigerantes, chocolate
Carboidratos complexos devem ser a parte principal da dieta

Gorduras — comida de energia lenta
Fonte concentrada de energia, o dobro dos carboidratos
É processada muito lentamente e utiliza mais oxigênio para gerar energia
É pouco necessária para uma boa saúde
Gorduras visíveis: manteiga, margarina, óleos vegetais e de peixe, gordura da carne
Gorduras invisíveis: leite, queijo, nozes, certos vegetais (gordura vegetal é mais benéfica para nós)

Vitaminas — mais facilmente consumidas em dietas bem balanceadas
Há necessidade de pequenas quantidades diariamente
Baixos níveis podem reduzir a performance
Mais concentrada em alimentos frescos e naturais
Solúvel na gordura: armazenada no corpo e pronta para o uso
Solúvel em água: não pode ser armazenada e deve ser ingerida diariamente
A vitamina C não pode ser usada sem ferro

Minerais — mais facilmente consumidos em dietas bem balanceadas
Há necessidade de pequenas quantidades diariamente
Essenciais: cálcio, sódio, potássio, ferro, iodo
O ferro é essencial para o transporte do oxigênio no corpo
O ferro não pode ser usado sem vitamina C
O iodo controla a taxa de liberação de energia
O cálcio ajuda os músculos a reagir normalmente e a se recuperar dos exercícios

Água — necessária para a sobrevivência do corpo
O desempenho é imediatamente impactada se a necessidade de água não é atendida, especialmente para atletas aquáticos
Quanto mais duro for o treinamento e os exercícios, mais água você precisará
Beba água freqüentemente e em pequenas quantidades antes, durante e depois da competição
Comida contém mais água do que pensamos



Fibras — importantes, porém freqüentemente ignoradas
Não são absorvidas pelo corpo
Ricos em fibras: vegetais naturais
Fibras boas: trigo, aveia, arroz integral
Pobres em fibras (alimentos processados): farinha, açúcar refinado, arroz branco, massas brancas
Sinta-se satisfeito sem engordar




Dieta balanceada
Uma dieta balanceada mantém o equilíbrio de energia e de nutrientes. Não precisa ser cara se você seguir algumas das idéias abaixo.


Guia para um dieta balanceada
Coma grandes quantidades de alimentos diferentes — vegetais, frutas, peixe, carbes, laticínios e grãos
Coma alimentos frescos no lugar de comidas preparadas, enlatadas ou congeladas
Coma uma alta taxa de alimentos ricos em carboidratos complexos
Prefira alimentos grelhados, assados ou no vapor. Evite cozidos ou fritos
Evite refeições gordurosas e doces e salgadinhos
Garanta a ingestão de fibras, comendo pães integrais, cereais e massas
Coma arroz integral invés de arroz branco
Tempere a comida com ervas e especiarias no lugar de sal
Beba pequenas quantidades de água e suco de frutas freqüentemente




As idéias de preparo físico / nutrição!
Faça seu teste de preparo físico e nutrição abaixo. Toda a família pode se beneficiar ao seguir estas dicas sobre o que comer e como fazer mais exercícios.

Dicas de exercício Dicas de alimentação
Seja ativo como uma família ou grupo de amigos. Faça uma caminhada ou jogue basquete — mas FAÇA algo! Tente consumir alimentos de grãos integrais como aveia, arroz integral e pão de trigo integral.
Acompanhe seu progresso no formulário de avaliação de habilidade no basquete deste livro — faça uma para cada pessoa da família! Tente comer vegetais verdes ou laranja, como espinafre, brócolis, cenouras e batatas doces.
Reserve um tempo diário para atividades físicas. Deve durar de 30 a 60 minutos por dia. Coma frutas nas refeições e nos lanches — elas podem ser frescas, congeladas, enlatadas ou secas — mas evite os sucos açucarados
Sua próxima festa pode ser uma festa de ESPORTES. Beba leite com pouca ou nenhuma gordura, várias vezes ao dia.
Monte uma sala de ginástica em casa, com latas de comida no lugar de pesos etc. Tente comer carnes, frango ou peixe com pouca gordura, consumindo-os com feijões ou ervilhas!
Caminhe enquanto fala ao telefone ou assiste TV. Óleos provenientes de alimentos são ótimos. Você pode obter óleo de peixe, nozes, além dos usuais de milho, canola e oliva.
Presenteie outras pessoas com itens que as incentivarão a ser mais ativas e a jogar — talvez elas o convidem para jogar também. Tente evitar açúcar quando puder — especialmente se estiver listado como o primeiro ingrediente na embalagem.


Nutrientes e refeições antes de competições
Os níveis de energia do corpo precisam ser altos antes do treinamento e da competição. A dieta de alto desempenho acima suprirá a demanda diária de energia. Atletas são indivíduos e precisam de alimentos diferentes. Seus corpos respondem de forma diferente a determinados alimentos. De forma geral, as dicas abaixo ajudarão seus atletas a consumir os nutrientes adequados antes de competir.
Faça uma pequena refeição, de fácil digestão, geralmente com menos de 500 calorias
Coma entre 2 e meia a 4 horas antes de competir
Limite proteínas e gorduras, pois elas são digeridas lentamente
Evite comidas que formam gases no sistema digestivo
Beba pequenas quantidades de água antes, durante e depois da competição

Nutrientes durante a competição
Além de hidratação, nutrientes não são necessários para eventos com duração inferior a uma hora.
Para eventos com mais de uma hora de atividade contínua, bebidas de carboidratos ou frutas suprirão a energia para um esforço continuado.
Durante torneios de mais de duas horas, deixe que seus atletas comam pequenos pedaços de banana, sanduíches de manteiga de amendoim e macarrão (carboidratos complexos) quando tiverem ao menos meia hora de intervalo antes do próximo jogo. Isso os ajudará a manter altos os níveis de energia. Não faça seus atletas jejuarem durante um evento de 6 a 8 horas.

Nutrientes pós-competição
Para recuperar as energias, alimentos com carboidratos (frutas, bebidas carboidratadas, barras de cereal) devem ser consumidas em pequenas quantidades imediatamente após o exercício.
Durante o resto do dia, as refeições devem conter 65% de carboidratos complexos para reposição de energia.

Analise sua dieta
As perguntas a seguir o ajudarão a analisar a dieta de seus atletas (e a sua). Marque a coluna com a resposta mais adequada.

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